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26 abril, 2011

Quem é essencial tem lugar garantido?

Por Miguel Salomão

Eis o que eu adoraria de dizer hoje: seja essencial ao negócio de que participa. É o único jeito de se perpetuar. Todos os demais irão ficar cada vez mais na incômoda posição de ter que disputar posições na rebarba, na bacia das almas, pendurados para fora da janela do trem ou então perigosamente perto das portas de saída.

Portanto, trate de colocar seus exércitos onde você é fundamental. Ou você será sempre acessório, será sempre o primeiro na linha de tiro, viverá sempre como refém das situações. Sua primeira e maior missão como ser econômico que deseja sobreviver no mercado de trabalho é essa: ser essencial. 

Isso vale tanto para quem é sócio de um empreendimento quanto para quem é executivo. Se você é dono da empresa, mas a competência central do negócio é um aporte trazido por outros sócios, você estará sempre numa posição frágil. Seja o motor, seja a mola propulsora. Claro que há outras formas de fincar posição numa composição acionária. Mas nenhuma é tão forte quanto emprestar a alma e o combustível para a empresa. 

Se você é um executivo, a regra é a mesma – só que vale em dobro. É muito mais fácil trocar um funcionário do que um sócio. Então, combata essa fragilidade dobrada buscando com redobrada atenção trabalhar somente em empresas para as quais as suas competências sejam relevantes, pense nisso: busque atuar em áreas e posições nas quais você seja fundamental. Talento, mesmo o mais agudo, fora de lugar, adianta pouco, não vale muito. Michael Jordan, o Pelé do basquete, não conseguiu ser Michael Jordan no beisebol… 


Ser essencial, por fim, é descobrir, antes de tudo, a sua própria essência. E compreendê-la, e aceitá-la. É impossível ser essencial se você não sabe o que tem dentro de si. Depois disso, é correr atrás de encontrar lugares no mercado de trabalho onde você possa fazer a diferença de verdade. E ser feliz e essencial.


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