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01 fevereiro, 2011

Como não pensei nisso antes?

Por Miguel Salomão


Para ser um inventor, basta enxergar os problemas como matéria-prima para a criatividade e apostar nas próprias idéias.

A satisfação de ver a própria invenção ser usada por várias pessoas é algo que Beatriz Zorowich, de 78 anos, de São Paulo, conhece há muitas décadas. Um belo dia, quando estava na cozinha, ela percebeu que, se a bacia que usava para lavar o arroz tivesse furinhos, ficaria fácil escorrer os grãos. Com a ajuda do marido, o engenheiro Sólon Zorowich, construiu um protótipo em uma espécie de papel alumínio grosso.

Quando o primo Eduardo Rossi, então secretário da Federação das Indústrias de São Paulo, viu o invento de Bea­triz, sugeriu a ela patentear e apresentar a criação a uma fábrica. Deu certo: lançado na Feira de Utilidades Domésticas de 1962, o escorredor de arroz ganhou as cozinhas de todo o país. Beatriz não sabe calcular exatamente quanto ganhou com o produto. Mas lembra que os lucros equivaliam ao seu salário de dentista. A patente expirou em 1978.

Se depois de ler essas histórias você se sentiu imbuído em uma missão criativa, a dica da professora Eunice Alencar é simples: anote todas as loucuras que surgirem em sua mente e não seja extremamente crítico consigo mesmo. “Às vezes, um pensamento completamente louco é o trampolim que faltava para a grande idéia”, afirma a especialista.

Se você tem uma boa idéia que pode virar produto, entre em contato com a Associação Nacional de Inventores: www.inventores.com.br.


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