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06 janeiro, 2011

A motivação em longo prazo e o condicionamento imediato

Por Flaviana Souza

É impossível discutir sobre motivação no Brasil sem citar Daniel Godri, presidente do Instituto Brasileiro de Marketing e Vendas, palestrante de sucesso (no país e exterior), apresentador do programa Desenvolvendo Talentos (TV Canção Nova) e autor de vários livros e material para cursos. O cara é simplesmente um gênio no assunto. E foi assistindo a um dos inúmeros vídeos de Godri (recomendo), que podem ser acessados facilmente através do youtube, que me deparei com um tema interessante: A Motivação versus O Condicionamento.
Engraçado como as duas coisas se confundem... É comum serem aplicados em empresas e instituições “programas de motivação”. E o que são esses programas de motivação? Geralmente envolvem uma determinada premiação aos funcionários que se destacarem por um motivo x. Os que mais venderem, ganham uma viagem para Paris, os que mais patrocínios conquistarem, ganham um carro e por aí vai. Ok, e se eu deixar de oferecer essas bonificações? A motivação acaba? É isso?
O erro incide nesse ponto. Na verdade essas promoções internas não podem ser chamadas de programas de motivação, porque não são. A execução dessas ações não é uma motivação para o funcionário render mais para a empresa, trabalhar com mais entusiasmo e prazer ou sentir-se parte da organização. O que se está fazendo, na verdade, é buscar uma solução em curto prazo com data de validade, afinal, assim que o prêmio for entregue, o marasmo volta a tomar conta da empresa. Podemos dizer que essas ações são ações de condicionamento, nas quais o que vale mesmo é o rendimento imediato e não o que deveria ser o verdadeiro intuito do programa, a motivação permanente.
Motivação é fazer com que o envolvido sinta prazer em realizar suas tarefas, sinta-se parte da organização, importante para o desenvolvimento da empresa e tenha gosto em trabalhar. É acima de tudo impulsionar em direção a uma meta. Convencer o seu funcionário que a empresa é um bem importante, não simplesmente porque deposita seu salário no final do mês, mas porque tem uma missão maior e precisa dele para conquistá-la dia após dia. Esse é o verdadeiro exercício de motivação.
Com certeza motivar é muito mais difícil do que condicionar. Requer um grau de envolvimento maior entre o funcionário, a missão, visão, valores e objetivos da empresa. Faz com que o funcionário compreenda o porquê da empresa existir, aonde ela quer chegar, o que precisa para chegar lá e que sua função (funcionário) é primordial para que esta obtenha sucesso. É a melhor maneira de se cativar esse funcionário e motivá-lo.
Antes de terminar gostaria de deixar claro que não sou contra o condicionamento do funcionário, desde que o objetivo seja cumprir metas em curto prazo, sem prospecção de conquistas futuras. Mas acredito que trabalhar com a motivação dá frutos mais doces e que podem ser colhidos durante um longo tempo. 
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