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16 dezembro, 2010

Qual é o seu Plano A?

Por Flaviana Souza

Olá, está será a minha primeira publicação no blog e acredito que seja interessante começar contando como o tema motivação entrou em minha vida.

Quando fui convidada para fazer parte da equipe do blog me perguntei “será que vou dar conta?”. Até porque falar comigo sobre motivação a um tempo atrás, acreditem, seria impossível. Nada me motivava. Tudo parecia sem sentido, sem um porquê, mesmo lendo artigos sobre o assunto, estudando cases, acompanhando o mercado, principalmente no setor empresarial. Mas, saibam vocês, na vida há sempre um “mas” e dois episódios importantes aconteceram e alteraram minhas convicções.

Um dia cheguei mais cedo em casa e liguei a televisão, na Globo, horário da novela Tititi, que eu nem assisto, mas esse capítulo resolvi assistir. Havia uma cena de casamento. E eu sonho em me casar, vestida noiva, construir família, filhos etc. Não sei dizer os nomes dos personagens; como disse, não acompanho diariamente a novela. Só sei que a noiva vestia-se lindamente e chorava muito ao lado da mãe, porque temia que o noivo fugisse ao compromisso e não aparecesse na igreja.

A mãe, então, interpretada pela maravilhosa Cristiane Torloni, perguntou à filha:

-- E se ele não aparecer, o que você vai fazer?

-- Não sei!Minha vida não terá sentido sem ele, não sei viver sem ele.

A mãe foi de uma sabedoria impressionante. Sua resposta atingiu-me de tal forma que acho que foram as palavras mais significativas que já ouvi até hoje:

--Você tem que ter e ser seu plano A. É preciso que você se sinta completa para depois ter alguém do seu lado. Esse alguém deve acrescentar algo a sua vida e não te completar. Um casamento faz parte do plano B. Você não pode nunca deixar que sua vida só tenha sentido se vivida a dois.

Nesse momento percebi que meu plano A nunca existiu. Nenhum objetivo concreto para minha vida tinha sido traçado. Essa cena, enfim, deu uma reviravolta na minha vida e hoje, mesmo não tendo passado muito tempo, sei do que preciso, onde preciso chegar para ser completa. Essa nova meta me tornou motivada. Luto sem cansaço para conquistar todos meus concretos objetivos, aqueles que, por certo, me tornarão uma pessoa melhor.

Isso aconteceu em meio a um turbilhão que eu enfrentava com meu Trabalho de Conclusão de Curso, o temível TCC, que apresentamos na última quinta–feira. O ano foi de muito sacrifício, muito trabalho, muitos problemas, muitas enxaquecas e discussões. O meu grupo viveu um drama muito grande que o meu conhecimento em gestão de pessoas não podia resolver, afinal trabalhar e gerenciar pessoas não depende apenas de um gestor, mas do grau de envolvimento e flexibilidade do “gestoriado”. Enfim, resumindo, faltou-nos o apoio de dois integrantes do grupo, que acabaram desligados, mas o trabalho que era para ser repleto de divisões de tarefas terminou acumulado nas mãos de poucos. Não só demos conta do recado (o que até nossos orientadores consideravam ser muito difícil ou quase impossível) como apresentamos um dos melhores projetos da turma e o mais gratificante- conseguimos vender o projeto para o cliente.

Cheguei à conclusão, e acredito que vocês também chegarão, que, quando compreendemos que a coisa mais importante no mundo somos nós mesmos e que o sucesso para alcançarmos nossos objetivos depende exclusivamente de nós, tudo fica mais fácil e mais prazeroso. Mas essa maturidade só vem se conseguirmos ter e ser nosso Plano A!

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