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07 junho, 2010

Por que temos mais gerentes do que líderes?

Por Marco Antônio Lampoglia.


Muita coisa mudou no país dos anos 80 para cá. A competição está muito mais acirrada, a pressão por resultados então, nem se fala. As telecomunicações e a tecnologia da informação passaram a influenciar os processos e a tomada de decisões.
Problemas! Esse é o dia-a-dia do gerente brasileiro – solucionar problemas.
Durante a convivência com muitos gerentes, de diversos tipos de empresas, percebemos que a maioria deles não está interessada em reconhecer que existem verdadeiros problemas nas áreas deles. Ignoram que a função de um gerente é resolver problemas.
Quando trabalhamos na função de treinador e conselheiro de alguns gerentes, eles ficam perplexos quando apontamos verdadeiros problemas. Eles deveriam ficar contentes. Porque só assim mostrariam suas competências.
A visão imediatista, talvez por serem pressionados, causa várias anomalias em pessoas e processos.
As guerras e os jogos de poder são tão notórios, que as forças da organização são minadas e a saúde organizacional fica comprometida.
Essa tipologia de gerentes não tem o apoio e respeito por parte dos profissionais com quem trabalha.
Precisamos de líderes para mudar essas situações. Líderes que tem visão de futuro, que formam uma comunidade da visão e que conseguem levar a empresa a resultados de longo prazo, formando outros líderes.
O líder ressonante (que estimula o comportamento das pessoas de modo positivo) sabe que a excelência se faz com método. Sem método, os gerentes ou líderes dissonantes, atacam os problemas pelos efeitos e não pelas verdadeiras causas. Líderes ressonantes precisam das pessoas, portanto são treinadores constantes. Não é com bom senso que as metas são atingidas. Líderes ressonantes têm formulação estratégica definindo e negociando metas. Alias, são excelentes negociadores, porque essa competência nos dias atuais é uma das ou senão a mais importante. Fazem com que as metas sejam atingidas treinando as competências necessárias, controlando-as e avaliando-as permanentemente com o time sem descuidar da motivação, digamos, reconhecimento, na dose certa.
A maior matéria prima da motivação para resultados chama-se conhecimento e o líder ressonante sabe disso. Ele potencializa o conhecimento como ninguém. Um dia sem aprendizado é um dia perdido. Como disse um colega, “trabalhar numa empresa com líderes que levam as pessoas a aprender diariamente é uma benção divina”.
Faltando gente competente não podemos enfrentar um mercado acirrado e extremamente competitivo. Os líderes dissonantes estão sendo muito criticados abertamente para mudar seus comportamentos. E poucos estão mudando ou querem mudar. Alguns, humildemente pedem ajuda, conselhos e tem a convicção intima e espontânea que podem se desenvolver e mudar hábitos por meio da aprendizagem constante. Sabem que o gerenciamento nos moldes tradicionais os torna ineficazes.
Um líder inteligente faz tudo isso no momento certo, da maneira certa e com as pessoas certas. Cria um ambiente de entusiasmo revigorando as pessoas com quem trabalha. Nós estudiosos do comportamento humano temos muito que fazer pela frente e as empresas precisam ter a consciência de que são líderes e não gerentes que fazem a diferença.

Marco Antonio Lampoglia – Diretor da Active Educação e Desenvolvimento Humano, psicólogo, analista do comportamento humano, consultor e conferencista. Especialista que adota metodologias científicas de Liderança, Coaching e Negociação Personalizada.
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